quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Palavra amiga.

 Noutro dia eu estava bem triste e desanimada então postei lá na blog.
Recebi em minha rede , palavras tão lindas , vindas de uma amiga.
Foi tão bom e profundo . Como bálsamo pra alma , me revigorou e me encheu de forças.
  Republico essa mensagem para que seja bálsamo para outras pessoas .
Obrigada, Neire.

ô amiga vamos lá, focando no possível!! Segura a peteca!! Elaine, quando digo que pra mim tá sendo tranquilo, não significa que não há luta. Ontém tava conversando com meu marido (ex-fumante há 1 ano), e em determinado momento da conversa ele me disse algo assim:…, agora, você me surpreendeu, no fundo eu não achava que vc iria conseguir, a forma como vc fumava, vc transpirava nicotina 24h por dia”. Pura verdade, eu fumava compulsivamente, tresloucadamente. Então, qd passei a 1ª manhã conseguindo não fumar, foi algo como, ”acho que encontrei a saída da caverna”, fui vendo os primeiros focos de luzes, e saí quietinha, sem fazer alarde, seguindo as luzes com todo cuidado para não as perder de vista, o coração batia forte, tinha muito medo de escorregar por algum motivo, e os motivos são muitos não é, cujos os quais poderiam armadilhar minha fuga e voltar à ela. E aí tal qual um mineiro fui tentando construir pilares de rochas ao meu redor para impedir iminentes desabamentos. E isto não se deu e nem se dar sem conflito e dor. Um dia o fascínio que me atraio à caverna, e depois de longos anos cansada dela por descobri o engodo, o mesmo fascínio me trás de volta ao mundo real. Mas como deixar para trás o mundo conhecido da caverna?
Continuo seguindo as luzes porque outrora vivi nelas com a serenidade e autonomia que me são de direito, e eu as quero. Aos poucos tô desconstruino a alto-imagem de serva/criada/escrava do cigarro, um vício cruel, que me roubou, zombou, arrasou… Mas, ainda é difícil viver sem a caverna, as vezes sinto saudade dela, e são nesses momentos que olho para trás e continuo rumo a superficíe, solidificando os pilares, e eu vou deixando que o universo conspire ao meu favor, permito que o racional me fale, e ele berra:”fuja, fuja, você é inteligente não vê, já encontrou a saída, continue a trilhá-la. Então me recomponho, e com passos mais tranquilos e seguros me arrisco até em dar alguns pulos comemorando a anunciada liberdade.
Amiga, tente considerar uma conquista de cada vez, e bata palmas pra você. Veja, consigo navegar na internet sem problemas, mascando meus cravos da Índia, é claro, mas algo que antes eu não concebia, no entanto sou uma profissional liberal e algumas coisas sou eu quem administro, dentre essas coisas já tenho 4 notas fiscais acumuladas, dois documentos importantes para elaborar, porque ainda me falta concentração pra muitas coisas, fazer cálculos e elaborações que exijam do intelecto, sem o cigarro são uma delas. Mas já consigo ler na cama e adormecer, fazer compras sem ter que sair da loja antes de concluí-las. Esta semana fui pela 1ª vez ao cinema como não fumante, que liberdade!
Vamos aos poucos. Urge sair da caverna, mas não na mesma medida adaptar-se aos novos hábitos.Vamos devagar, penso que é exigir demais querer dar conta de tudo ao mesmo tempo a passos largos.
”comi 1 geleia e 2 dannetes”. Eu também, e naquela mesma semana teclando aqui rssrrs.
”Todos nós no mesmo barco, não há nada a temer/Todos juntos somos fortes…”
Beijo grande. Você já sabe o quanto é forte e inteligente, FORÇA.
Assistiu NEMO ”continuem a nadar, continuem a nadar…” e deu certo. Deus está ao seu lado.


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